{"id":404,"date":"2022-03-11T00:00:00","date_gmt":"2022-03-11T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/?p=404"},"modified":"2022-03-11T19:17:18","modified_gmt":"2022-03-11T19:17:18","slug":"se-ferem-nossa-existencia-seremos-luta-por-fabian-cevallos-vivar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/se-ferem-nossa-existencia-seremos-luta-por-fabian-cevallos-vivar\/","title":{"rendered":"Se ferem nossa exist\u00eancia, seremos luta"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<p class=\"has-drop-cap has-medium-font-size\">A descoloniza\u00e7\u00e3o da arte constitui um exerc\u00edcio epist\u00eamico no qual as identidades m\u00faltiplas e porosas experimentam, no cotidiano, a liberta\u00e7\u00e3o das cadeias opressivas, do esquecimento e de uma hist\u00f3ria que \u00e9 imposta como uma gaiola de domina\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas colonizadas (Knob, 2019). Nestas pr\u00e1ticas, as identidades corpo-territoriais subalternizadas deixam de ser consideradas problem\u00e1ticas ou patol\u00f3gicas conforme tem sido uma tradi\u00e7\u00e3o do c\u00e2none art\u00edstico da modernidade euroc\u00eantrica.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Se-Ferem-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1188\" width=\"1600\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Se-Ferem-2.png 1600w, https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Se-Ferem-2-300x84.png 300w, https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Se-Ferem-2-1024x287.png 1024w, https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Se-Ferem-2-768x216.png 768w, https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Se-Ferem-2-1536x431.png 1536w, https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Se-Ferem-2-150x42.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<p class=\"has-medium-font-size\">A capacidade de fraturar e incorporar a arte no campo da est\u00e9tica plurit\u00f3pica cria espa\u00e7os prop\u00edcios que nos permitem falar, sonhar e amar; outras formas de relacionamento com as cores e sons; com a intimidade corpo-territorial. Se trata de um conjunto de express\u00f5es que possibilitam gerar maior autodetermina\u00e7\u00e3o e que frequentemente ocorrem na celebra\u00e7\u00e3o e na festa contra as formas de silenciamento. Elas incorporam saberes-espiritualidades e erotismo para afirmar um campo de re-exist\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 no \u00e2mbito art\u00edstico, mas tamb\u00e9m em diferentes esferas de conhecimento colocadas em di\u00e1logo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">As pr\u00e1ticas art\u00edsticas, libertadas da necessidade de consentimento cient\u00edfico-racional, dinamizam as lutas sociais, buscando a fragmenta\u00e7\u00e3o e o deslocamento das barreiras solidificadas na rela\u00e7\u00e3o colonizador-colonizado. O grande desafio colocado no campo da descoloniza\u00e7\u00e3o da arte \u00e9, portanto, aproveitar os \u201ctransbordamentos\u201d disciplinares que ocorrem nas pr\u00e1ticas art\u00edstico-ativistas. Segundo Karina Bidaseca, essas \u201cetnografias feministas p\u00f3s-heroicas\u201d mostram \u201ca conflu\u00eancia de narrativas corpol\u00edticas viscerais, corpos abjetos e espa\u00e7os liminares, com performances e mem\u00f3rias\u201d (Bidaseca, 2018: 168). A pergunta que se coloca \u00e9: como ocupar espa\u00e7os amplos de express\u00e3o para possibilitar a reivindica\u00e7\u00e3o, o movimento, a capacidade de recupera\u00e7\u00e3o e de se revelar diante das m\u00faltiplas formas de viol\u00eancia corporal?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Para Oy\u00e8r\u00f3nk\u1eb9\u0301 Oy\u011bw\u00f9m\u00ed<a href=\"http:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/2021\/03\/14\/se-ferem-nossa-existencia-seremos-luta-por-fabian-cevallos-vivar\/#_ftn1\">[1]<\/a>, o pensamento euroc\u00eantrico ocidental usa o corpo para controlar as hierarquias da ordem masculina\/feminina, nomeadamente, heteropatriarcal. Para a autora, a no\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica de corpo \u00e9 constru\u00edda a partir da ideia de que o corpo f\u00edsico \u00e9 uma necessidade do corpo social (2001: 77). Defender esta rela\u00e7\u00e3o de poder implica determinar um binarismo espacial que sujeita o corpo como primeiro lugar de coloniza\u00e7\u00e3o, nas palavras de Oy\u011bw\u00f9m\u00ed: \u201cNo Ocidente, desde que a quest\u00e3o seja a diferen\u00e7a e a hierarquia social, ent\u00e3o o corpo \u00e9 constantemente posicionado, posto, exposto e re-exposto como sua causa\u201d (2001: 8).<a href=\"http:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/2021\/03\/14\/se-ferem-nossa-existencia-seremos-luta-por-fabian-cevallos-vivar\/#_ftn2\">[2]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os corpos<a href=\"http:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/2021\/03\/14\/se-ferem-nossa-existencia-seremos-luta-por-fabian-cevallos-vivar\/#_ftn3\">[3]<\/a>&nbsp;constituem o primeiro e o \u00faltimo territ\u00f3rio em que as rela\u00e7\u00f5es de poder se manifestam. De fato, separar as pessoas de suas corporalidades implica recair nos dualismos euroc\u00eantricos<a href=\"http:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/2021\/03\/14\/se-ferem-nossa-existencia-seremos-luta-por-fabian-cevallos-vivar\/#_ftn4\">[4]<\/a>, especialmente o que fragmenta corpo-alma\/psique-corpo, refor\u00e7ando insidiosamente, a naturaliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais em favor de um dos pares dicot\u00f4micos. Ao analisar a explora\u00e7\u00e3o do trabalho, \u00e9 o corpo que \u00e9 alienado e consumido pelo trabalho for\u00e7ado; no empobrecimento da sociedade, a fome e a desnutri\u00e7\u00e3o afetam diretamente a corporalidade. Nos governos ditatoriais, a repress\u00e3o, a tortura e o genoc\u00eddio s\u00e3o estrat\u00e9gias de viol\u00eancia contra a exist\u00eancia do corpo. No g\u00eanero e na ra\u00e7a, a refer\u00eancia central pressup\u00f5e corpos punidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O pensamento dicot\u00f4mico colonial criou assim corpos sem conhecimento (Gomes, 2002: 42), como Meneses aponta: \u201cEm meio a esse ambiente povoado de novas influ\u00eancias, novos objetos, o corpo, se n\u00e3o protegido, se revela impotente para lidar com essas invas\u00f5es. O corpo, em poucas palavras, \u00e9 uma met\u00e1fora para a preocupa\u00e7\u00e3o com \u00e0s fronteiras sociais e a integridade da cultura da comunidade \u201d (Meneses, 2015: 205). Um aspecto que tamb\u00e9m tem sido destacado por Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, quem a partir de sua experi\u00eancia em contextos brasileiros lembra que:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Tendo sido o corpo negro, durante s\u00e9culos, violado em sua integridade f\u00edsica, interditado em seu espa\u00e7o individual e coletivo pelo sistema escravocrata do passado e, ainda hoje, pelos modos de rela\u00e7\u00f5es raciais que vigoram em nossa sociedade, coube aos brasileiros, descendentes de africanos, inventarem formas de resist\u00eancia que marcaram profundamente a na\u00e7\u00e3o brasileira (Evaristo, 2009: 18).<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Contra o paradigma monocultural dos discursos nortec\u00eantricos nos quais a posse ou aus\u00eancia de algum tipo de corpo ou partes dele inscrevem diferentes privil\u00e9gios ou desvantagens sociais, a performance, entendida como a capacidade de ag\u00eancia dos corpos subalternizados, permite modificar esta realidade atrav\u00e9s de uma corporalidade que expressa as lutas sociais, transcendendo-as. Neste sentido:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Prestar aten\u00e7\u00e3o ao corpo pode ser uma estrat\u00e9gia altamente \u00fatil (e at\u00e9 mesmo essencial) para reconstruir a subjetividade p\u00f3s-colonial, porque o discurso imperialista tem sido insidioso e persuasivo na constru\u00e7\u00e3o do sujeito colonizado como objeto do conhecimento. Como Elizabeth Grosz argumenta, o corpo nunca \u00e9 simplesmente um objeto passivo sobre o qual regimes de poder s\u00e3o executados (Gilbert; Tompkins, 2002: 204).<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Privilegiar os corpos como condi\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos, nos quais as emo\u00e7\u00f5es e os prazeres, as alegrias e os sofrimentos est\u00e3o ligados, tem sido uma luta permanente nas \u00e1reas colonizadas. Se os corpos s\u00e3o o primeiro lugar onde as cicatrizes da coloniza\u00e7\u00e3o ficam marcadas, eles tamb\u00e9m se expressam de uma forma potente para a liberta\u00e7\u00e3o. Assim, a relev\u00e2ncia de narrar outras formas de hist\u00f3ria coletiva e individual expressas em nossos pr\u00f3prios corpos nos permite existir com dignidade no pluriverso cognitivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Algumas obras:<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"1700\" height=\"957\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UY1gm-GPohA?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span>\n<\/div><figcaption>Bia Ferreira, Diga N\u00e3o, Peixe Barrigudo (2016)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"1700\" height=\"957\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/azPfUQkLgNM?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span>\n<\/div><figcaption>N\u00e3o Recomendados &#8211; O Tempo N\u00e3o Para \/ N\u00e3o Recomendado | Sofar Rio de Janeiro (2016):<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; 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display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"1700\" height=\"957\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aghCzB46gGk?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span>\n<\/div><figcaption>Galp\u00e3o Bela Mar\u00e9, Metr\u00f3pole Transcultural (2019)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile is-image-fill has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\" style=\"grid-template-columns:22% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\" style=\"background-image:url(http:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Fabian.jpg);background-position:50% 50%\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"960\" src=\"http:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Fabian.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-842 size-full\" srcset=\"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Fabian.jpg 960w, https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Fabian-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Fabian-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Fabian-768x768.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<h1 class=\"has-white-color has-text-color wp-block-heading\"><strong>Fabi\u00e1n Cevallos Vivar<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p class=\"has-black-background-color has-background has-normal-font-size\">Pos-Doc de Belas Artes pela Universidade de Lisboa, Doutor em Pos-colonialismos e cidadania global pela Universidade de Coimbra e Mestre em Educa\u00e7\u00e3o Superior pela Universidade de Barcelona. Licenciado em Filosofia, Sociologia e Economia. Seus interesses de pesquisa s\u00e3o: identidades-corporalidades-territorialidades, Teorias poscoloniais, est\u00e9ticas descoloniais. Alternativas ao capitalismo e heteropatriarcado.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<p class=\"has-small-font-size\"><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Baseada no estudo da sociedade\nYor\u00f9b\u00e1, Oy\u011bw\u00f9m\u00ed defende que g\u00eanero n\u00e3o \u00e9 uma no\u00e7\u00e3o que atravessa todas as\nculturas. Para essa sociedade, as hierarquias seriam determinadas por\nrelacionamentos de antiguidade \u2013familiares ou n\u00e3o familiares- isto \u00e9, uma\ncategoria altamente relacional e situacional na qual ningu\u00e9m \u00e9 permanentemente\num velhx ou umx jovem, depende de quem est\u00e1 presente na rela\u00e7\u00e3o. Assim, a\nantiguidade n\u00e3o \u00e9 fixada a partir de uma rela\u00e7\u00e3o corporal dicotomizada (2001: 42).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Todas as tradu\u00e7\u00f5es s\u00e3o minhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> Entendo os corpos desde suas\nexperi\u00eancias que s\u00e3o, ao mesmo tempo, individuais e coletivas.icas art\u00edsticas,\nagoramentam, noo, cessidade de<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> Pe\u00e7o emprestado o termo de Carlos Walter Porto-Gon\u00e7alves (2018).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Bibliograf\u00eda:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">&#8211; Bidaseca, Karina (2008). \u201cDesbordes. Est\u00e9ticas descoloniales y etnograf\u00edas\nfeministas post-heroicas\u201d. En Meneses,\nMaria Paula; Bidaseca, Karina (coord.) (2018). <em>Epistemolog\u00edas del Sur\/Epistemologias do Sul. <\/em>Buenos Aires. CLACSO.\nCoimbra. CES. Pp. 165-182.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">&#8211; Evaristo, Concei\u00e7\u00e3o (2009). \u201cLiteratura negra: uma po\u00e9tica de nossa afro-brasilidade\u201d. <em>SCRIPTA. <\/em>V.\n13. N. 25. 2 Sem. Belo Horizonte. P\u00e1g. 17-31.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">&#8211; Gilbert,\nHelen; Tompkins, Joanne (2002). <em>Post-colonial\ndrama. Theory, practice, politics. <\/em>London and New York.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">&#8211; Gomes,\nNilma (2002). \u201cTrajet\u00f3rias\nescolares, corpo negro e cabelo crespo: reprodu\u00e7\u00e3o de\nestere\u00f3tipos ou ressignifica\u00e7\u00e3o cultural?\u201d. <em>Revista\nBrasileira de Educa<\/em><em>\u00e7\u00e3o<\/em>. N. 21. Pp. 40-51.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">&#8211; Knob, Tiago (2019). <em>A vida delas e deles, a nossa, na Cidade do Anjo: Uma utopia cr\u00edtica\np\u00f3s-colonial das gentes do cotidiano<\/em>. Tese de doutorado em P\u00f3s-colonialismos e\ncidadania global. Universidade de Coimbra. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">&#8211; Oy\u011bw\u00f9m\u00ed, Oy\u00e8r\u00f3nk\u00e9 (2001). <em>The invention of women: making an African\nsense of western gender discourses. <\/em>University of Minnesota Press.\nMinneapolis. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">&#8211; Porto Gon\u00e7alves, Carlos (2018). <em>Amazon\u00eda: encrucijada civilizatoria. Tensiones territoriales en curso. <\/em>La Paz. Instituto para el Desarrollo Rural de\nSudam\u00e9rica. CIDES. UMSA. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">&#8211; Meneses, Maria Paula (2011). \u201cImages outside the mirror? Mozambique andPortugal in World History\u201d. En <em>Human architecture: journal of the sociology of self-knowledge. <\/em>IX. OKCIR. Pp. 121-137.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Compartilhar<\/h1>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A descoloniza\u00e7\u00e3o da arte constitui um exerc\u00edcio epist\u00eamico no qual as identidades m\u00faltiplas e porosas experimentam, no cotidiano, a liberta\u00e7\u00e3o das cadeias opressivas, do esquecimento e de uma hist\u00f3ria que \u00e9 imposta como uma gaiola de domina\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas colonizadas (Knob, 2019). Nestas pr\u00e1ticas, as identidades corpo-territoriais subalternizadas deixam de&#8230;<\/p>\n<p> <a class=\"continue-reading-link\" href=\"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/se-ferem-nossa-existencia-seremos-luta-por-fabian-cevallos-vivar\/\"><span>Ler<\/span><i class=\"crycon-right-dir\"><\/i><\/a> <\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":1188,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[21],"tags":[20,18,19],"class_list":["post-404","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-arte","tag-artigo","tag-fabian-cevellos-vivar"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Se-Ferem-2.png","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbaoJh-6w","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/404","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=404"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/404\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1190,"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/404\/revisions\/1190"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1188"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=404"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=404"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=404"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}