{"id":2554,"date":"2024-10-25T17:48:46","date_gmt":"2024-10-25T17:48:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/?p=2554"},"modified":"2024-11-03T15:01:10","modified_gmt":"2024-11-03T15:01:10","slug":"pedagogia-da-esperanca-educar-se","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/pedagogia-da-esperanca-educar-se\/","title":{"rendered":"Pedagogia da Utopia: Educar-se"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<p class=\"has-drop-cap\">Era dezembro de dois mil e quatorze. Dia seis. Marquei o hor\u00e1rio: 16:27h. E assim o fiz por que me parecia importante aquele momento. Em meio \u00e0 leitura da&nbsp;<em>Pedagogia da Esperan\u00e7a&nbsp;<\/em>de Paulo Freire iniciava os escritos do que viria a ser esse estudo com uma carta \u00e0queles e \u00e0quelas que permaneceram em S\u00e3o Miguel Arcanjo construindo no cotidiano essa nossa utopia. Foi um certo tipo de pr\u00e9-introdu\u00e7\u00e3o a esses escritos e carregava o t\u00edtulo&nbsp;<em>Uma carta \u00e0s goiabeiras: reviver o vivido, arquitetar o presente e caminhar: uma pretens\u00e3o<\/em>. Seguindo os di\u00e1logos que \u00edamos realizando, o objetivo era lhes apresentar o projeto de tese que estava sendo constru\u00eddo aqui, no programa de p\u00f3s-colonialismos e cidadania global do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, nessa intera\u00e7\u00e3o entre n\u00f3s de l\u00e1 e&nbsp;<em>a gente&nbsp;<\/em>daqui, enquanto pensava, repensava, revivia e escrevia a elas e a eles um pouco do caminhar que me trouxera, ent\u00e3o, a esse lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo Freire em suas reflex\u00f5es em&nbsp;<em>Pedagogia da Esperan\u00e7a&nbsp;<\/em>rel\u00ea e rediscute a sua&nbsp;<em>Pedagogia do Oprimido&nbsp;<\/em>e como diz, revive as tramas da vida que o marcaram e o levaram a escrever aquilo que marcou tamb\u00e9m \u2013 dentre tanta gente por tantos lugares \u2013 o meu caminhar. E foi assim, relembrando e, ao relembrar, revivendo o vivido, revivendo as experi\u00eancias que me levaram \u00e0s escolhas que fiz, que me propus a iniciar os escritos do que viriam a ser essas p\u00e1ginas. Se fizesse diferente, entendia, dificilmente conseguiria justificar o porqu\u00ea de me embrenhar nos estudos sociais e humanos cr\u00edticos da maneira como vinha tentando fazer e que pretendia aprofundar no decorrer do processo de constru\u00e7\u00e3o dessa tese. A metodologia de meu trabalho seria, talvez, injustific\u00e1vel, porque n\u00e3o \u00e9 distante do que eu sou, ou do que eu fui me tornando, caminhando nos lugares em que caminhei, ao lado dos que aprendi convivendo e dos mestres e mestras que encontrei pelo caminho que realizei esse estudo. Como diz Paulo Freire:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Ningu\u00e9m deixa seu mundo, adentrado por ra\u00edzes, com o corpo vazio ou seco. Carregamos conosco a mem\u00f3ria de muitas tramas, o corpo molhado de nossa hist\u00f3ria, de nossa cultura; a mem\u00f3ria, \u00e0s vezes difusa, \u00e0s vezes n\u00edtida, clara, de ruas da inf\u00e2ncia,<em>&nbsp;<\/em>da adolesc\u00eancia; a lembran\u00e7a de algo distante que, de repente, se destaca l\u00edmpido diante de n\u00f3s, em n\u00f3s, um gesto t\u00edmido, a m\u00e3o que se apertou, o sorriso que se perdeu num tempo de incompreens\u00f5es, uma frase, uma pura frase possivelmente j\u00e1 olvidada por quem a disse. Uma palavra por tanto tempo ensaiada e jamais dita, afogada sempre na inibi\u00e7\u00e3o, no medo de ser recusado que, implicando a falta de confian\u00e7a em n\u00f3s mesmos, significa tamb\u00e9m a nega\u00e7\u00e3o do risco (Freire, 2015, 45).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>N\u00e3o me era poss\u00edvel, portanto, da mesma forma como n\u00e3o partimos ou chegamos vazios a lugar algum, adentrar a essa escrita \u2013 algo que mergulhei de corpo, mente, alma \u2013 sem deixar que as ra\u00edzes, as tramas, as viv\u00eancias repletas de erros, indigna\u00e7\u00f5es, fracassos, alegrias, acertos e aprendizagens e de mem\u00f3rias que me perseguiam, me lembravam sobre o que deveria ter dito ou como ter dito ou quando devesse ter feito sil\u00eancio; ou quando silenciei em momentos em que deveria ter dito; mas que sobretudo suportavam e suportam, com felicidade, o meu andar, movessem isso a que passei a chamar, a partir do que n\u00f3s chamamos,&nbsp;<em>A Vida Delas e Deles, a Nossa, na Cidade do Anjo: uma utopia cr\u00edtica p\u00f3s-colonial das gentes do cotidiano<\/em>. Uma&nbsp;<em>utopia&nbsp;<\/em>real de um lugar concreto, criada e constru\u00edda cotidianamente por pessoas comuns, pelas&nbsp;<em>gentes&nbsp;<\/em>e os nossos sorrisos, gestos, persist\u00eancias, criatividades, dores, resist\u00eancias, supera\u00e7\u00f5es. A constru\u00e7\u00e3o dessa escrita n\u00e3o podia deixar de absorver as&nbsp;<em>tramas&nbsp;<\/em>que me levaram ao&nbsp;<em>andar&nbsp;<\/em>que assumi, com todos os meus limites, ao lado das minhas e dos meus, para ajudar a construir no mundo um mundo mais nosso.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma responsabilidade \u00e9tica pessoal movida pela capacidade intr\u00ednseca do ser humano em aprender, em perceber o mundo, em se perceber nele, em ser e fazer-se humano enquanto caminha. Em intervir no mundo com as pessoas; aprendendo, mais uma vez, ensinando, refletindo, revivendo. Em sua capacidade de teorizar o&nbsp;<em>andar&nbsp;<\/em>enquanto&nbsp;<em>anda&nbsp;<\/em>para melhor ir conhecendo o caminho que optou ou que foi chamado a construir para, conhecendo-o melhor, melhor o ir construindo. Como escreve Freire, \u201cningu\u00e9m caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, sem aprender a refazer, a retocar o sonho por causa do qual a gente se p\u00f4s a caminhar\u201d (2015: 213).<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma responsabilidade \u00e9tica que, em comunidade, \u201cremete n\u00e3o para uma apologia, mas para o reconhecimento daquilo com que cada um, como humano, contribui no trabalho de fazer o mundo (Mbembe, 2014: 165)<a href=\"https:\/\/opoca.org\/educarse\/#_ftn1\"><em><strong>[1]<\/strong><\/em><\/a>. Um caminhar em que o ser humano vai se constituindo como humano enquanto vai constituindo a realidade e enquanto vai sendo tamb\u00e9m constitu\u00eddo por ela; que vai forjando a subjetividade de quem anda pelas fronteiras&nbsp;<em>impostas por novos e velhos poderes \u00e0 procura de fraturas&nbsp;<\/em>(Cunha, 2014: 210) que permitem a vida. E que nesse andar vai encontrando ou abrindo espa\u00e7os \u201cpor onde passam as suas inven\u00e7\u00f5es, poderes, autoridade e reconhecimento\u201d (Cunha, 2014: 210); a sua capacidade de criar, essa parte ativa do ser, do viver; da pr\u00e1tica da liberdade; algo que implica, do humano, ser radicalmente humano, como escreve Catherine Walsh (2013: 44).<\/p>\n\n\n\n<p>Do ato daquele ou daquela que \u201cprocurar\u00e1 doravante assumir responsavelmente o mundo, dando a si mesmo o seu pr\u00f3prio fundamento\u201d (Mbembe, 2014: 61) e neste ato, \u201cconverter o mundo numa quest\u00e3o pessoal, assumir uma esp\u00e9cie de responsabilidade pessoal que cria uma transpar\u00eancia total entre os atos e as suas consequ\u00eancias\u201d (Santos, 2011: 348), trazendo consigo a responsabilidade \u00e9tica de mover-se no mundo com e entre as gentes, nos espa\u00e7os, entre as brechas. \u00c9 algo pass\u00edvel de apreens\u00e3o enquanto se caminha. Algo que temos assumido no&nbsp;<em>andar&nbsp;<\/em>da utopia como&nbsp;<em>educar-se<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque como \u201cpresen\u00e7a consciente no mundo n\u00e3o posso escapar \u00e0 responsabilidade \u00e9tica no meu mover-me no mundo\u201d (Freire, 2000: 51). Porque diante de um mundo que impede o ser humano de viver e viver bem, \u00e9 preciso aprender a construir os meios capazes de superar o que est\u00e1 dado, e agir para construi-los, aprendendo a construir, \u201cfazendo o caminho ao andar\u201d (Guti\u00e9rrez, Prado, 1999: 83), entre todos, em di\u00e1logo sim\u00e9trico, em aprendizado m\u00fatuo porque \u00e9 feito a partir do ch\u00e3o de onde pisamos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um educar-se humano, \u00e9tico, pol\u00edtico e esperan\u00e7oso porque \u201cnenhuma realidade social, hist\u00f3rica, econ\u00f4mica \u00e9 assim porque est\u00e1 escrito que assim seja (Freire, 2000: 53). O educar-se para a vida, para a exist\u00eancia faz sentido \u201cporque o mundo n\u00e3o \u00e9 necessariamente isto ou aquilo, porque os seres humanos s\u00e3o t\u00e3o&nbsp;<em>projetos&nbsp;<\/em>quanto podem ter projetos para o mundo\u201d (Freire, 2000: 20). Porque \u201cnum mundo a que faltasse a liberdade e tudo se achasse preestabelecido\u201d (Freire, 2000: 51) n\u00e3o seria poss\u00edvel falar em esperan\u00e7a, n\u00e3o faria sentido falar em utopia, n\u00e3o faria sentido falar em educar-se.<\/p>\n\n\n\n<p>O educar-se faz sentido porque \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em fun\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, reprodu\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento da vida humana concreta de cada sujeito \u00e9tico, de cada sujeita \u00e9tica e vivente em sua comunidade de vida (Dussel, 1998). Porque \u201csendo a vida a condi\u00e7\u00e3o absoluta da exist\u00eancia humana, a sua nega\u00e7\u00e3o incluiria evidentemente a extin\u00e7\u00e3o de todas as dimens\u00f5es de tal exist\u00eancia (Dussel, 2009: 462). A vida \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o absoluta da exist\u00eancia humana, mais uma vez. E a exist\u00eancia humana \u00e9 o que d\u00e1 \u00e0 vida as suas possibilidades, os seus contornos, os seus ritmos, o seu conte\u00fado, o seu alimento, os seus sonhos, a esperan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Como escreve Freire, \u201ca experi\u00eancia existencial incorpora a vital e a supera\u201d. A exist\u00eancia \u00e9 \u201ca vida que se sabe como tal, que se reconhece finita, inacabada\u201d. \u00c9 a vida \u201cque se move no tempo-espa\u00e7o submetido \u00e0 interven\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio existente [\u2026]; que se indaga, que se faz projeto; \u00e9 a capacidade de falar de si e dos outros que a cercam, de pronunciar o mundo, de desvelar, de revelar, de esconder verdades\u201d (2000: 51). E porque a \u201csobreviv\u00eancia individual, em \u00faltima inst\u00e2ncia, est\u00e1 em fun\u00e7\u00e3o da sobreviv\u00eancia da vida como uma totalidade\u201d (Ramose, 2009: 167),&nbsp;<em>a gente&nbsp;<\/em>assume como obriga\u00e7\u00e3o \u00e9tica a capacidade de&nbsp;<em>sermos&nbsp;<\/em>em rela\u00e7\u00f5es dignas com os outros: porque o movimento \u00e9 o princ\u00edpio do ser, as for\u00e7as da vida existem para serem trocadas atrav\u00e9s e entre os seres humanos, em coopera\u00e7\u00e3o e cuidados m\u00fatuos, firmados no reconhecimento da humanidade pr\u00f3pria atrav\u00e9s do reconhecimento da humanidade dos outros em uma luta constante pela harmonia e pela busca por compreender o cosmos e dar significado ao seu lugar dentro dele (Ramose, 2009: 167), como ensina o pensamento Ubuntu.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se, portanto, de um educar-se humano, \u00e9tico, cr\u00edtico, pol\u00edtico, social, espiritual, est\u00e9tico; de um filosofar em fun\u00e7\u00e3o das mulheres e homens, crian\u00e7as, jovens, senhores, velhas; de uma comunica\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da compreens\u00e3o e da pron\u00fancia de si e do mundo; de um di\u00e1logo poss\u00edvel e horizontal para a aprendizagem, para uma educa\u00e7\u00e3o para a transforma\u00e7\u00e3o de uma realidade que impede os homens e mulheres, crian\u00e7as, jovens, senhoras e velhos de viver e viver bem.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEducar a imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 ter f\u00e9 nas possibilidades que nascem do processo educativo com vistas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um mundo poss\u00edvel que se faz, se transforma e se constr\u00f3i conosco. Trata-se, em consequ\u00eancia, de fazer com que as realidades inexistentes existam; trata-se de fecundar futuros plena e audaciosamente; trata-se de tornar vis\u00edvel o que \u00e9 invis\u00edvel atrav\u00e9s do permanente reembasamento do presente; trata-se de se preocupar com o inacabado; trata-se, enfim, de priorizar em nossas vidas a subjetividade e a imagina\u00e7\u00e3o criadora numa linha de for\u00e7a que d\u00e1 sentido e plenitude \u00e0 epopeia humana\u201d (Guti\u00e9rrez, Prado, 1999: 119).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Trata-se, por tanto, de um saber, como escreve Bloch, \u201cn\u00e3o no sentido do entendimento meramente contemplativo, que aceita as coisas como s\u00e3o e est\u00e3o no momento, mas no da participa\u00e7\u00e3o, que as aceita em seu movimento\u201d e que, neste ato, se faz capaz de operar no concreto em aberto da exist\u00eancia ([1959] 2005: 14). Um saber capaz de ir tornando a esperan\u00e7a e a utopia cada vez mais plenas, mais claras, menos caprichosas, mais conhecidas, mais compreendidas e em comunica\u00e7\u00e3o com o correr das coisas (Bloch, [1959] 2005: 14); em comunica\u00e7\u00e3o com a pr\u00f3pria exist\u00eancia humana de quem caminha. Um saber em que o sonho se torna tanto mais agu\u00e7ado quanto mais claramente se torna consciente; em que o sonho quer ser plenamente claro e a intui\u00e7\u00e3o, correta, evidente (Bloch, [1959] 2005: 143). O sentido \u00e9 transpor aquilo que ofende, castiga, maltrata de uma tal maneira que \u201caquilo que est\u00e1 a\u00ed n\u00e3o seja ocultado nem omitido. Nem na sua necessidade, nem mesmo no movimento para super\u00e1-la. Nem nas causas da necessidade, nem mesmo no princ\u00edpio da virada que nela est\u00e1 amadurecendo\u201d (Bloch, [1959] 2005: 14):<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Desnecess\u00e1rio dizer que essa forma do saber \u00e9 a \u00fanica objetiva, a \u00fanica que reproduz o real na hist\u00f3ria: os acontecimentos produzidos por seres humanos que trabalham dentro do rico tecido processual entre passado, presente e futuro. E esse tipo de saber, justamente por n\u00e3o ser apenas contemplativo, efetivamente conclama os sujeitos [e as sujeitas] da pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o consciente (Bloch, [1959] 2005: 196).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Um saber, enfim, que assume que tanto o conte\u00fado real da utopia quanto a vontade capaz de impulsionar a a\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o de transpor o que maltrata est\u00e3o embrenhados em n\u00f3s, no cotidiano, nos cotidianos, no mundo, na vida, na experi\u00eancia e na exist\u00eancia humana. Um saber de um caminhar capaz de fundir esperan\u00e7a, a\u00e7\u00e3o, saberes e vida. Um&nbsp;<em>andar&nbsp;<\/em>que sempre produz conhecimento. E um conhecimento capaz de construir justi\u00e7a cognitiva.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<p class=\"has-small-font-size\">A Pedagogia da Utopia \u00e9 formada pelos conceitos de&nbsp;<strong>Esperan\u00e7a<\/strong>,&nbsp;<strong>Educar-se<\/strong>,&nbsp;<strong>Justi\u00e7a Cognitiva<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Pedagogia do Cotidiano<\/strong>. Saiba mais abaixo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Continue lendo<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><kbd>Trecho do segundo cap\u00edtulo da Tese<\/kbd>&nbsp;<kbd><em>A Vida Delas e Deles, a Nossa, na Cidade do Anjo<\/em>. Knob, Tiago Miguel.&nbsp;Tese de Doutoramento em P\u00f3s-Colonialismos e Cidadania Global, apresentada \u00e0 Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra<\/kbd>.&nbsp;<a href=\"https:\/\/estudogeral.sib.uc.pt\/handle\/10316\/87645\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><kbd>Acesse em Estudo Geral Universidade de Coimbra<\/kbd><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><kbd>De 2013 a 2019 o caminhar que instituiu o OPOCA foi conte\u00fado de pesquisa acad\u00eamica que resultou na tese de doutorado A Vida Delas e Deles, a Nossa, na Cidade do Anjo: uma utopia cr\u00edtica p\u00f3s-colonial das gentes do cotidiano, realizada no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal. Como parte das a\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o, a pesquisa desenvolveu a metodologia e a pedagogia de a\u00e7\u00e3o do OPOCA, realizou uma cr\u00edtica \u00e9tica \u00e0 realidade s\u00e3o-miguelense e instituiu o Observat\u00f3rio Popular Cidade do Anjo como uma alternativa fact\u00edvel e real \u00e0s viol\u00eancias e desigualdades sociais, se integrando a redes de organiza\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais que atuam em suas distintas frentes pela afirma\u00e7\u00e3o da dignidade humana.<\/kbd><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias e sugest\u00f5es de leitura<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><a href=\"https:\/\/opoca.org\/educarse\/#_ftnref1\"><em><strong>[1]<\/strong><\/em><\/a><em>&nbsp;<\/em>Mbembe trabalha essa ideia a partir do fil\u00f3sofo Fabien Eboussi Boulaga em&nbsp;<em>La crise du Muntu: Authenticit\u00e9 africaine et philosophie<\/em>, 1977.<em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Bloch, Ernst (2005 [1959]).&nbsp;<em>O Princ\u00edpio Esperan\u00e7a<\/em>. Volume 1. Trad. N\u00e9lio Schneider. Rio de Janeiro : EdUERJ : Contraponto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Cunha, Teresa (2014).&nbsp;<em>Never Trust Sindarela.&nbsp;<\/em>Coimbra . Almedina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Dussel, Enrique (1998).&nbsp;<em>\u00c9tica da liberta\u00e7\u00e3o<\/em>: na idade da globaliza\u00e7\u00e3o e da exclus\u00e3o. Petr\u00f3polis: Vozes.<em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Dussel, Enrique (2009).&nbsp;<em>Pol\u00edtica de la Liberaci\u00f3n:&nbsp;<\/em>arquitect\u00f3nica. Volumen 2. Madrid : Trotta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Freire, Paulo (2000).&nbsp;<em>Pedagogia da Indigna\u00e7\u00e3o<\/em>. S\u00e3o Paulo : Editora da UNESP.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Freire, Paulo (2015).&nbsp;<em>Pedagogia da Esperan\u00e7a: um reencontro com a pedagogia do oprimido<\/em>. 22\u00aa ed. \u2013 S\u00e3o Paulo : Paz e Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Guti\u00e9rrez, Francisco; Cruz, Prado (1999).&nbsp;<em>Ecopedagogia e cidadania planet\u00e1ria<\/em>. \u2013 S\u00e3o Paulo : Cortez : Instituto Paulo Freire.<em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Mbembe, Achille (2014).&nbsp;<em>A cr\u00edtica da raz\u00e3o negra<\/em>. Trad. Marta Lan\u00e7a, Lisboa : Ant\u00edgona.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Ramose, Mogobe B. (2009).&nbsp;<em>Globaliza\u00e7\u00e3o e Ubuntu in&nbsp;<\/em>Santos, Boaventura de Sousa; Meneses, Maria Paula (<em>orgs<\/em>.).&nbsp;<em>Epistemologias do Sul<\/em>. Coimbra: Almedina, pp. 135-176.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Santos, Boaventura de Sousa (2011).&nbsp;<em>A cr\u00edtica da raz\u00e3o indolente<\/em>: Contra o desperd\u00edcio da experi\u00eancia. 8. ed. \u2013 S\u00e3o Paulo : Cortez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Walsh, Catherine (2013).&nbsp;<em>Pedagog\u00edas decoloniales:&nbsp;<\/em>Pr\u00e1cticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir. Tomo I. Quito : Abya-Yala.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Como citar<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Knob, Tiago Miguel (2018),&nbsp;<em>A Vida Delas e Deles, a Nossa, na Cidade do Anjo: uma utopia cr\u00edtica p\u00f3s-colonial das gentes do cotidiano<\/em>. Tese de doutoramento apresentada \u00e0 Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><\/h4>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile has-black-background-color has-background\" style=\"grid-template-columns:17% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"953\" height=\"960\" src=\"http:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Tiago-Mi.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2559 size-full\" srcset=\"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Tiago-Mi.jpg 953w, https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Tiago-Mi-298x300.jpg 298w, https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Tiago-Mi-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Tiago-Mi-768x774.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 953px) 100vw, 953px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-486b7a5d5e6d9a596b95b0608e2e28cd\"><strong>Tiago Mi\u00a0<\/strong>\u00e9 Coordenador Executivo do OPOCA. Vice-Presidente do Instituto Homo Serviens (SC). Doutor pelo Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, Portugal, e Mestre em Ci\u00eancias pela USP, S\u00e3o Paulo. Pesquisador Convidado do PerMar\u00e9, Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa, Portugal.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era dezembro de dois mil e quatorze. Dia seis. Marquei o hor\u00e1rio: 16:27h. E assim o fiz por que me parecia importante aquele momento. Em meio \u00e0 leitura da&nbsp;Pedagogia da Esperan\u00e7a&nbsp;de Paulo Freire iniciava os escritos do que viria a ser esse estudo com uma carta \u00e0queles e \u00e0quelas que&#8230;<\/p>\n<p> <a class=\"continue-reading-link\" href=\"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/pedagogia-da-esperanca-educar-se\/\"><span>Ler<\/span><i class=\"crycon-right-dir\"><\/i><\/a> <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2552,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[21,7],"tags":[],"class_list":["post-2554","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-opoca"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/DSC08240-2-scaled.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbaoJh-Fc","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2554","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2554"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2554\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2610,"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2554\/revisions\/2610"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2552"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.opoca.org\/midialivre\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}